REPORTAGEM ESPECIAL: Escola Nacional
Florestan Fernandes

 

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A construção e manutenção: trabalho coletivo

ENFF: Placas das BrigadasO arquiteto e artista plástico Sérgio Ferro, ao cumprimentar os trabalhadores Sem Terra pela inauguração da escola, estava emocionado com a revolução feita pelo MST. Para Ferro, o trabalho coletivo realizado foi uma inversão da exploração do operário.

Nos canteiros de obra tradicionais, os operários vendem sua força de trabalho e, normalmente, não podem morar nos prédios construídos ou matricular os filhos nos colégios que erguem. Mas na ENFF, os trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra saíram de seus assentamentos e passaram períodos na escola por um objetivo maior: o fortalecimento da luta. Prepararam o terreno, ergueram alicerces, fabricaram tijolos, construíram os prédios, alojamentos e espaços pedagógicos.

Cada um era consciente que estavam construindo uma escola que formaria seus próprios companheiros que atuariam na luta que já tinha proporcionado a reforma agrária para suas famílias e que proporcionaria outras tantas vitórias. Durante o dia, trabalho. A noite, estudos. Alfabetização para o que não são letrados e também formação política.

As diversas brigadas que contribuíram para a construção deixaram placas. Entre elas, está a de médicos cubanos.

Assim, a escola funciona até hoje. E o resultado nao é só politicamente emocionante. É também belo, pois os prédios sao muito bonitos esteticamente, graças à mistura de cores do tijolo – feito a partir da técnica solo-cimento – com a das madeiras utilizadas.

ENFF Refeitório ENFF
Refeitório Espaço no auditório Patativa do Assaré
ENFF Brigadas ENFF
Placa da brigada de Cuba Alojamentos e salas de aula

 

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26/11/07