REPORTAGEM ESPECIAL: Escola Nacional
Florestan Fernandes
| “Contra a intolerância dos ricos, a intransigência dos pobres” Florestan Fernandes |
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O terreno foi adquirido a partir das doações dos direitos autorais da obra “Terra” de Chico Buarque, Sebastião Salgado e José Saramago. Nesta área há alojamentos, salas de aula, refeitório, auditórios e biblioteca construídos com tijolos fabricados pelos próprios integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST). Periodicamente, são oferecidos cursos para militantes do MST e de outras organizações companheiras.
A argentina Ana Musolino veio de Mendoza para participar do curso de estudos latino-americanos e se encantou com estrutura da escola e com a troca de experiências pois, aos sábados, os jovens são encarregados de fazer uma noite dedicada à cultura de cada país. “Além dos estudos, é uma grande oportunidade de conhecer culturas, comidas e modos de falar”, conta Ana. O clima de latino-americanismo está presente em todas as paredes e espaços e nas publicações dos trabalhos. Há, por exemplo, um mural para análise da cobertura da imprensa com recortes de jornais. Abaixo do refeitório, um espaço de convívio traz reproduções das obras de Diego Rivera. Nas salas, imagens e idéias de vários lutadores latino-americanos. Para cada espaço, o nome de um lutador Na biblioteca há uma estante com exemplares de todas as obras do escritor uruguaio Eduardo Galeano, doadas por ele mesmo para a escola. As bibliotecas do MST (a da ENFF e dos assentamentos e acampamentos) estão recebendo doaçoes. Clique aqui para saber como participar e doar. Nas salas de aula, a concentração e a alegria são grandes. As aulas duram o dia todo e, além dos estudos, os participantes se revezam na autogestão da escola. Divididos em brigadas, organizam a limpeza, as refeiçoes e a segurança da ENFF. Uma das brigadas fixas é a Apolônio de Carvalho e nela os assentados se revezam periodicamente nas tarefas. Como a ENFF forma quadros do movimento, os assentados entendem que é preciso colaborar com o crescimento dela. Por isso, eles saem de seus assentamentos nos diversos estados brasileiros e passam um tempo na escola. Foi assim durante a construção e segue nas tarefas de comunicaçao e organização desta experiência que coloca as classes populares como agente da história.
Leia mais A construção e manutenção: trabalho coletivo Educação para todos 26/11/07
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