BIBLIOGRAFIA
DE APOIO SOBRE A LUTA ARMADA
| ANDERSON, Jon Lee. Che uma biografia. Rio de Janeiro, Objetiva, 1997 |
| Além de ser o melhor livro sobre Che Guevara, sem transformá-lo em Deus e nem matá-lo novamente, dá um grande panorama da América, fundamental para entender o pensamento durante os 60s. Che Guevara também foi o grande inspirador do "foquismo", teoria que afirmava que a revolução poderia ser feita a partir de um grupo pequeno de guerrilheiros, localizados em um área de difícil acesso e, por meio da propaganda armada, ir recrutando novos quadros para a guerrilha. Foi a teoria que dividiu a esquerda e que motivou a criação de várias organizações guerrilheiras. |
| BERQUÓ, Alberto. O Seqüestro dia a dia. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1997 |
| Acompanhamento, com os jornais da época, do seqüestro do embaixador americano pelo MR-8 e pela ALN em 1969. É excelente para entender como realmente aconteceram os fatos e para se ter uma noção sobre como existiam vários mundos no Brasil. |
| CARVALHO, Luiz Maklouf. Mulheres que foram à Luta Armada. São Paulo, Ed. Globo, 1998 |
| Maklouf faz um excelente trabalho de reportagem, localizando as guerrilheiras das principais organizações armadas. Impossível não se indignar com as torturas cometidas. |
| FREIRE, Alípio (et.alli.).Tiradentes, um presídio da ditadura: memórias de presos políticos. São Paulo, Scipione, 1997 |
| Emocionante relato dos prisioneiros políticos do presídio Tiradentes. Além de contemplar várias organizações que lá estiveram representadas, mostra o cotidiano de jovens que passaram os melhores anos de suas juventudes atrás das grades por terem defendido seus ideais. Destaque para os relatos sobre as relações com os presos comuns e para os embriões das futuras organizações políticas que nasceram dos debates no Tiradentes. |
| GORENDER, Jacob. Combate nas Trevas: das ilusões perdidas à luta armada. 5ª edição. São Paulo, Ática, 1998. |
| De longe a melhor bibliografia sobre o assunto. Se alguém tiver que optar por apenas um livro desta relação, este é mais indicado. Contém farta bibliografia de apoio e faz um raio-x das principais organizações armadas, com suas discussões internas, seus organogramas, principais ações e até "árvore genealógica", mostrando de quem se originaram e a quem criaram. Gorender foi do PCBR, que teve quase todos seus integrantes mortos ou presos. |
| HUGGINS, Martha K. Polícia e Política: relações EUA/América Latina. São Paulo, Cortez, 1998. |
| Para tirar qualquer dúvida sobre a participação dos EUA no financiamento e sustentação política-econômica-militar das ditaduras da América Latina. Indispensável. |
| JOSÉ, Emiliano. Carlos Marighella: o inimigo número um da ditadura militar. São Paulo, Sol & Chuva, 1997 |
Justiça com a maior figura de combate à ditadura, o baiano Carlos Marighella. Faz um relato desde a atuação como deputado constituinte até seu assassinato na Alameda Casa Branca (SP). |
| LÖWY, Michael (org.). O Marxismo na América Latina. São Paulo, Ed. Fundação Perseu Abramo, 1999. |
| Coletânea dos textos de esquerda da América Latina, de Recabarrén ao Subcomandante Marcos. Quem estuda América Latina não pode deixar de ter na biblioteca, um trabalho precioso, recolhendo documentos raros, desde 1909. |
| PAZ,
Carlos Eugênio. Nas Trilhas da ALN. Rio de Janeiro, Bertrand
Brasil, 1997 ___________________. Viagem à Luta Armada. Rio de Janeiro, Civlização Brasileira, 1996. |
| Estes dois livros são o melhor relato sobre o dia-a-dia da guerrilha urbana do ponto de vista de quem pegou em armas. Carlos Eugênio é o único comandante militar ALN ainda vivo. Ao contrário de outros autores, não se arrependeu do que fez. Leituras empolgantes da primeira à última página são fundamentais para compreender o clima de guerra que existia nas ruas de SP e Rio. |
| REIS Filho, Daniel Aaarão (et. alli.). Versões e Ficções: o seqüestro da história. São Paulo, Perseu Abramo, 1997 |
| Coletânea de textos que procuram resgatar a verdade histórica após o filme "O que é isso, companheiro?", de Bruno Barreto. Mesmo com toda a discussão sobre se arte deve ou não reproduzir a realidade, era necessária a homenagem a Virgílio Gomes da Silva, o Jonas, da ALN. Operário que se destacou na guerrilha e teve a cabeça esmagada na tortura e que no filme aparece desfigurado. |
| SIRKIS, Alfredo. Os Carbonários. Rio de Janeiro, Globo, 1994 |
| Apesar de pertencer à linha Gabeira, ou seja, "estávamos errados, mas tudo bem, agora sou outro", é interessante para conhecer um pouco mais sobre os seqüestros dos embaixadores alemão e suíço, que ficam esquecidos diante do seqüestro do embaixador americano. Não se pode ler sem antes conhecer as obras de Carlos Eugênio Paz. |