Música no Chile: Victor Jara

voltar

música

home

Site oficial

 

 

Para Sempre, Victor Jara
Por Sergio Recabarren
Victor Jara

Um exemplo de vida, um homem em todo o sentido da palavra, nascido em Lonquén no ano de 1932 em uma família pobre, 5 irmãos. Desde pequeno teve que lutar para torcer o destino e a sorte da sua vida. Numa infância sofrida foi esculpindo sua personalidade forte e decidida, para lutar contra as injustiças de um sistema que não dá muita esperança pra quem nasce na miséria.

Com pouco mais de 15 anos perde o rferencial da sua mãe, dona Amanda, uma mulher guerreira de quem herdou a vontade de cantar e a força de derrotar todo e qualquer obstáculo que tivesse pela frente.

Com 20 anos depois de uma rápida passagem pelo coro de uma igreja, as circunstancias o levam conhecer Violeta Parra, quem seria mais tarde peça fundamental no incentivo para que Victor Jara fosse encaminhado pela trilha da música folclórica chilena. A estrada estava desenhada. E Victor com sua persistência e coragem vai em frente galgando seu espaço na busca do que ele sempre quis...ser um revolucionário onde suas únicas armas seriam sua voz e seu violão.

Victor e JoanO conjunto Cuncumén lhe abre suas portas e a possibilidade de viajar pelo mundo conhecendo Europa não só como membro integrante, mas coreógrafo. Victor estudava teatro e dança, conhecendo naquela época quem seria sua futura esposa...a dançarina Joan Turner por quem ele se apaixona totalmente e teria uma filha...Amanda, para homenagear sua heroína, sua mãe.


A sua primeira música seria justamente dedicada a sua eterna paixão..."Paloma quiero contarte" e já nos anos 60 Victor era reconhecido como um dos mais importante representante da música floclórica chilena com canções cheias de conteúdo e sensibilidade como "El cigarrito". Sua popularidade já era tal, que foi convidado pra cantar na "Peña dos Parra" (casa dedicada ao folclore no centro de Santiago, inaugurada por Violeta Parra).

No ano de 1969, Victor Jara ganha o festival de "La nueva canción chilena" incendiando o estádio onde se realizou o evento com sua música "Plegaria de un Labrador". Era definitivamente a consagração de um "lutador", a consagração de um homem que levantava sua voz sem medo, para cantar junto do seu povo que o aclamava com especial carinho.

Victor JaraNo ano seguinte Victor participa ativamente da campanha presidencial no Chile escrevendo o hino da vitória "Venceremos" junto ao grupo Quilapayun, e a partir daí alcança sua produção máxima com um disco intitulado "El derecho de vivir en paz".

Victor estava vivendo seu sonho de amor com suas raízes...os desprotegidos, os desvalidos. Victor era a voz de todos os chilenos que clamavam por uma sociedade justa e igualitária. No ano de 1972, se encarrega de organizar e dirigir a grande festa de recebimento ao Premio Nobel de literatura Pablo Neruda, no estádio Nacional de Santiago cantando junto a uma multidão de 100 mil pessoas, transmitida pela televisão para todo o território nacional. Nesse ano viaja pelo mundo todo, como o virtual embaixador da música floclórica do seu país.

Sua imagem, passa ser a imagem mesma da ilussão por novos tempos, e sua música falava do dia a dia que vivia Chile naquela época. Seu novo disco "La Población" traz canções como "Luchín", "Recabarren", "A desalambrar", "Las casitas del barrio alto", "Ni Chicha ni Limoná", "Herminda de la Victoria", etc...canções que retratavam o momento histórico em que Chile vivia, desencadeando a ira e a raiva dos senhores oligarcas. Victor Jara, dono de uma sensibilidadeíimpar, se colocou diante de uma obrigação...dizer as verdades com seu violão..."yo no canto por cantar...ni por tener buena voz..."


Victor JaraO dia doze de setembro do ano de 1973, ao dia seguinte do golpe militar, ele foi preso na faculdade onde lecionava. Coerente com seus ideais, ele permaneceu a noite toda junto aos alunos e corpo docente. Depois foram 48 horas de torturas sem parar até a morte, calando uma das vozes mas incomodas para o novo regime fascista que se instalava no país. Calaram sua voz mas não sua música, e muito menos as suas idéias, transformando-o em um mártir.


Sergio Recabarren diante da Fundação Victor Jara, no ChileVictor continua vivo na lembrança daqueles que tivemos a sorte de conhecê-lo pessoalmente, e continuará vivo em cada uma das pessoas que possam conhecer sua obra por meio da sua música e por meio de testemunhos como este. Porque homens que sacrificam sua vida por causas tão nobres como os ideais de Victor Jara estão irremediavelmente obrigados a serem e se tornarem... IMORTAIS.

Acompanhe algumas das músicas de Victor Jara

Plegaria a un labrador

Clique aqui para ouvir em MP3

El Cigarrito

Clique aqui para ouvir em MP3

Levántate y mira la montaña
de donde viene el viento, el sol y el agua.
Tú que manejas el curso de los ríos,
tú que sembraste el vuelo de tu alma.

Levántate y mírate las manos
para crecer estréchala a tu hermano.
Juntos iremos unidos en la sangre
hoy es el tiempo que puede ser mañana.

Líbranos de aquel que nos domina
en la miseria.
Tráenos tu reino de justicia
e igualdad.
Sopla como el viento la flor
de la quebrada.
Limpia como el fuego
el cañón de mi fusil.
Hágase por fin tu voluntad
aquí en la tierra.
Danos tu fuerza y tu valor
al combatir.
Sopla como el viento la flor
de la quebrada.
Limpia como el fuego
el cañón de mi fusil.

Levántate y mírate las manos
para crecer estréchala a tu hermano.
Juntos iremos unidos en la sangre
ahora y en la hora de nuestra muerte.
Amén.

(1969)

 

Voy a hacerme un cigarrito
acaso tengo tabaco
si no tengo de'onde saco
lo más cierto es que no pito.
Ay, ay, ay, me querís,
Ay, ay, ay, me querís,
Ay, ay, ay.

Voy a hacerme un cigarrito
con mi bolsa tabaquera
lo fumo y boto la cola
y recójala el que quiera.
Ay, ay, ay, me querís,
Ay, ay, ay, me querís,
Ay, ay, ay.

Cuando amanezco con frío
prendo un cigarro de a vara
y me caliento la cara
con el cigarro encendido.
Ay, ay, ay, me querís,
Ay, ay, ay, me querís,
Ay, ay, ay.

(1964)

Canto Libre

Clique aqui para ouvir em MP3
Deja la vida Volar

Clique aqui para ouvir em MP3

El verso es una paloma
que busca donde anidar.
Estalla y abre sus alas
para volar y volar.

Mi canto es un canto libre
que se quiere regalar
a quien le estreche su mano
a quien quiera disparar.

Mi canto es una cadena
sin comienzo ni final
y en cada eslabón se encuentra
el canto de los demás.

Sigamos cantando juntos
a toda la humanidad.
Que el canto es una paloma
que vuela para encontrar.
Estalla y abre sus alas
para volar y volar.
Mi canto es un canto libre.

(1970)

 

 

En tu cuerpo flor de fuego
tienes paloma,
un temblor de primaveras,
palomitay,
un volcán corre en tus venas.

Y mi sangre como brasa
tienes paloma,
en tu cuerpo quiero hundirme
palomitay,
hasta el fondo de tu sangre.

El sol morirá, morirá,
la noche vendrá, vendrá
Envuélvete en mi cariño
deja la vida volar
tu boca junto a mi boca
paloma, palomitay.
¡Ay! paloma.

En tu cuerpo flor de fuego
tienes paloma,
una llamarada mía
palomitay,
que ha calmado mil heridas.

Ahora volemos libres
tierna paloma
no pierdas las esperanzas
palomitay,
la flor crece con el agua.

El sol volverá, volverá,
la noche se irá, se irá.
Envuélvete en mi cariño
deja la vida volar
tu boca junto a mi boca
paloma, palomitay.
¡Ay! paloma.

(1962)

 

HOME CONTATO ARTIGOS IMPRENSA LEMBRAR MÚSICA PARA LER PARA VER ALEXANDRE AULAS