Canto Libre
Grupo revive a tradição e luta da música latino-americana
O Grupo Canto Libre é um digno representante da tradição de protesto do cancioneiro latino-americano, que reúne homenagens às belezas naturais dos diferentes países e letras com forte contestação política.
O grupo Canto Libre é o braço cultural da Associação Brasileiro Chilena de Amizade, entidade que nasceu nos anos para aglutinar chilenos e brasileiros que se manifestavam de diferentes formas contra a ditadura imposta no Chile.
A história da formação começa em 1996, ainda com o nome Molino Viejo que se transformaria em Canto Libre no ano 2000. O objetivo era colocar a cultura latino-americana e dos povos indígenas a serviço da solidariedade com o Chile e com os povos irmãos, para perpetuar, por meio do canto e dos instrumentos, tanto as alegrias como as tristezas da América Latina e autóctone.
No ano de 2007, a Associação Brasileiro Chilena decidiu reformular o Conjunto Canto Libre convidando novos integrantes e passou a participar de eventos junto à comunidade chilena.
Assim, sus vozes cantam não só músicas do Chilem, mas também de Argentina, Colômbia, Venezuela, Uruguai, Cuba, entre outros. O grupo faz homenagens a poetas e folcloristas latino-americanos como o poeta cubano José Martí, o argentino Atahualpa Yupanqui e os queridos Victor Jara e Violeta Parra, seu irmão Nicanor Parra, o uruguaio Daniel Viglietti e muitos outros.
O canto do grupo reflete a profunda identidade e solidariedade que sentem seus integrantes pelos povos autóctones e latino-americanos que resistem e perpetuam suas culturas seculares. Mais do que um grupo folclórico, portanto, o Canto Libre é millitante, tem visão politica bem definida, "anti neoliberal e pela soberania dos nossos povos, denunciando as injustiças a que estamos submetidos", declara uma das integrantes do grupo Adriana Carvalho.
Na apresentaçao que encerrou o festival folclórico chileno, dia 26 de agosto, no Memorial da América Latina, o grupo emocionou com sua perfomance. Além da escolha de instrumentos belíssimos e interpretações emocionantes de clássicos de Victor Jara e Violeta Parra, o telão exibia imagens raríssimas dos cantores chilenos, além de trechos do documentário A Batalla do Chile.
No repertório, além de exibições de canções raras como La Violeta e La Parra, o grupo surpreendeu ao interpretar La Carta em sua versão original "también tengo nueve hermanos
fuera del que se engrilló,
los nueve son comunistas
con el favor de mi Dios, sí".
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Grupo Canto Libre |
| Integrantes Mauricio Urzua : voz, violão, charango, quatro venezolano, viola caipira Renan: voz, violão Pepe Cardenas: voz, violão, charango Claudio: voz, violão Aroldo: voz, percussão(quejada) e violão Abrahan: voz Thiago: Bombo, pandeiro Cristhian: trutruka, trompe, kultrun, percussões diversas Paula Urzua: voz e kultrun Verónica Urzua Ytier: voz Pilar Cardenas: voz Viviana: voz Adriana: voz Jocelyn: voz e dança Carolina Urzua convidado Juan Pablo Godoy: dança Apoiadores Vanessa, Magali e os campeões mundiais de Cueca 2006, Crintian e Kelly. Diretores Mario Ruiz e Paula Urzua |
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Escute
La Boliviana - cueca
Yawankitay - waiño
Clique aqui e veja um trecho da apresentação no festival folclórico chileno, com a música que dá nome ao grupo.