A grande descoberta dos vinhos chilenos Por Léo Pinheiro
E este brasileiro que hoje tem acesso há uma gama variada de produtos, tinha até pouco tempo uma mentalidade que o bom vinho deveria ser francês, espanhol, português ou mesmo australiano e italiano. Os bons vinhos produzidos em países como Chile, Argentina, África do Sul e Estados Unidos perdiam espaços para produtos sem tanta qualidade, mas que tinham por trás de seus rótulos origem em países tradicionais na produção do vinho. O Chile é um claro exemplo disso, pois somente nos últimos cinco anos que foram realmente descobertos pelos brasileiros. Os argentinos tinham uma grande vantagem sobre os chilenos, principalmente no que diz respeito ao preço. Vinhos argentinos não pagam imposto de importação e conseguiam seduzir o consumidor que procurava um preço mais barato. Mas os chilenos conseguiram se impor, graças à sua qualidade, imensamente superior. Os vinhos tintos chilenos têm em sua potência e concentração de frutas o fator que favorece a combinação com grelhados e, por que não, com o tradicional churrasco do domingo. E para quem procura harmonizar o vinho com um peixe, existem grandes brancos chilenos de uvas Chardonnay, Riesling e Gewürztraminer a preços muito accessíveis. Como dica, seguem três vinhos tintos chilenos que têm uma relação custo benefício muito atrativa e podem ser encontrados com facilidade em grandes cidades brasileiras:
Também da casa Concha y Toro, o Frontera tem uma agradável composição de uvas cabernet sauvignon e shiraz. Com um preço atrativo na casa de R$35,00 é um vinho que tem um aroma de especiarias e baunilha. Se apreciado por um consumidor mais atento, pode se sentir um sabor que fica entre o chocolate e o café.
Léo Pinheiro é apreciador de vinhos
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