Outubro é o mês do guerrilheiro heróico
Todos os anos a América Latina presta homenagens e debate o pensamento de Che Guevara, assassinado em 8 de outubro de 67, na Bolívia.
Homem de personalidade forte, orador inteligente, hábil estrategista e, acima de tudo, extremamente voluntarioso e decidido. Em 1965, deixou o cargo de ministro da Economia de Cuba porque "outros países do mundo clamavam por revoluções". Na Bolívia, isolado em território desconhecido e sem apoio do partido comunista local, foi perseguido pelo exército e levado para o povoado de La Higuera, onde foi assassinado.
De todos os atributos conhecidos – a valentia, o rosto belo, a barba que lhe emprestou um aspecto entre poeta romântico e um Cristo rebelado –, nenhuma característica marca tanto o mito Che Guevara como a persistência. Num mundo de heróis efêmeros e celebridades reconhecidamente medíocres, sua durabilidade é um assombro. Ela despertou a imaginação dos estudantes parisienses que se revoltaram nas ruas em maio de 1968 e virou símbolo da revolta de várias gerações.
Leia o especial sobre Che Guevara
Editora Expressão Popular e Memorial da América Latina
realizam ciclo Che História Viva
De 25 de outubro a 2 novembro, o Memorial da América Latina apresenta um ciclo de documentários e palestras sobre a história e atualidade do pensamento de Che Guvara. Confira a programação com entrada gratuita
25/10 - 19h
Filme "Che onde nunca o imaginam", de Pedro Suarez. A exibição será seguida de palestra com a diretora do Centro de Memória sobre Che, Maria del Carmem Ariet e do ex-companheiro de Che na Bolívia, Eusébio Tapia Aruni.
26/10 - 19h
Projeção e debate dos filmes "Constructor cada dia, compañero", de Pedro Chaskel e "Nas terras do bem virá", de Alexandre Rampazzo.
1/11 - 15h
Projeção dos filmes "Che, hoy y siempre" de Pedro Chaskel e "Cuando pienso en Che", de Gianni Mina.
2/11 - 15h
Em torno de Che: exibição de entrevistas com Orlando Borrego, Fernando Martinez Heredia e Aleida Guevara.
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