TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO: a opção pelos pobres

Por Fernando Ferreira da Silva*
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Em entrevista com o Bispo Auxiliar de São Paulo, responsável pela Região Brasilândia e Reitor da FAI – Faculdade Assunção Integrada, Dom José Benedito Simão, foi abordado o tema dos movimentos sociais e a influência das Pastorais Sociais no período militar. A Teologia da Libertação prioriza os pobres e marginalizados, tem a preocupação de encarnar o amor de Deus na vida das pessoas desfavorecidas, e seu maior objetivo é tomar o partido dos excluídos.

A igreja católica teve um papel importante no período militar, foi com os militantes de pastorais e movimentos sociais da América Latina que começou colocar em prática a Teologia através da manifestação do povo.

Segundo Dom Simão a fé está ligada as questões sociais e é por isso que existem as CEBs – Comunidades Eclesiais de Base, são comunidades católicas que desenvolvem projeto na periferia.

Na América Latina e Caribe, a partir de 1962, com o Concílio do Vaticano Segundo e a Segunda Conferência Episcopal Latino-americana em Medelin, foi que a Teologia se propagou, sendo fundamental para defender principalmente os Direitos Humanos e lutar contra a ditadura militar. Para Dom Simão “ a Teologia da Libertação propôs ser um pensamento de Deus prático”.

A mística fundamental para reflexão do movimento é a questão dos Mártires, sendo fundamental a missão profética da denúncia daqueles que de alguma forma são oprimidos. O bispo auxiliar acredita que não é possível vivermos com tanta desigualdade. Segundo ele “Deus não quer um mundo desigual”.

Atualmente os Movimentos Sociais, Pastorais Sociais e as CEBs, não têm a mesma referência que tinham antes, mas não deixam de fazer suas reflexões e atuar nas manifestações populares.

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