
O envelhecimento precoce do novo
cinema latino-americano
Considerando também o quanto os acontecimentos históricos influenciaram o desenvolvimento do movimento, a partir da mudança de rumo histórica marcada pela revolução cubana (1959), fato que serviu de inspiração para os jovens latino-americanos usarem o cinema como arma na luta por um futuro distante das lembranças das culturas destruídas pelos colonizadores, longe da exploração de seus povos, buscando entre eles o reconhecimento de uma identidade comum e a projeção dos novos princípios de uma filosofia para aquelas civilizações. Essa discussão pontua momentos chaves em seu desenrolar, como os encontros em Viña Del Mar, os festivais em Mérida e Pesaro, e diversas expressões de sua força encontradas em distintos países latino-americanos. A imposição de ditaduras de direita em quase todos os países do continente causou uma interrupção brusca no desenvolvimento do Novo Cinema Latino Americano, que voltou a tentar se reorganizar como tal em 1986 por meio de um projeto articulado por antigos membros do grupo da criação de uma escola de cinema e TV em Cuba (EICTV), para jovens dos países chamados terceiro mundo. A EICTV se tornou a mais renomada escola de cinema no mundo, no entanto não foi capaz de reviver o movimento. A discussão busca concluir revelando as causas do envelhecimento precoce do Novo Cinema Latino Americano e os resquícios de seu legado no século XXI identificado no coletivo cinematográfico chamado Grupo Chaski, no Peru. Leia o trabalho completo em PDF
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