As crianças e o divórcio – Como ajudar seus filhos a passarem por esse momento tão delicado da forma mais tranquila possível

Obviamente, o divórcio não estava nos seus planos, mas acabou sendo inevitável. Esse é um momento delicado para toda a família: assim como você está sofrendo por terminar um relacionamento, as crianças estão assustadas com a possibilidade de “perder” um dos pais e têm de ser tratadas com todo cuidado.

Por mais sérios que sejam os motivos e por mais bravo que você esteja com seu cônjuge, lembre-se de que o divórcio acontece entre os pais; os filhos não devem ser envolvidos. Crianças não precisam – nem devem – saber sobre traições, problemas financeiros ou qualquer outro motivo que esteja levando ao distanciamento do casal. Se existir algo que já faça parte da realidade do pequeno (como as brigas constantes entre os pais), o assunto pode ser citado. Você pode dizer à criança, por exemplo, que o papai e a mamãe estão se separando porque estão brigando muito e isso os deixa tristes.

A melhor maneira de tratar do assunto, de acordo com psicólogos, é ter uma conversa franca e saudável, explicando que os motivos não têm nada a ver com os filhos. Deixe claro que morar em casas separadas não vai mudar a relação de todos como uma família. Explique que passeios, visitas e telefonemas acontecerão sempre. Jamais diga frases que deem tons definitivos ao tema, como “o papai vai embora e nunca mais vai te dar boa noite”, pois isso assusta as crianças e as deixa inseguras.

Evite também colocar os pequenos “no meio do tiroteio”, como mensageiros de brigas e de agressões verbais. Falar mal do ex-cônjuge, além de ser prejudicial ao desenvolvimento dos filhos, pode ter o efeito contrário ao esperado e aproximar a criança daquele que está sendo “malfalado”.

Lembre-se, sempre, de que por mais que a outra pessoa seja seu “ex”, continua sendo pai ou mãe da criança, e esses papéis têm de estar muito bem definidos tanto na cabeça dos pimpolhos quanto na sua.

A separação dos pais, quando tratada da forma correta, não tem por que prejudicar o desenvolvimento saudável das crianças. Tanto o pai quanto a mãe devem, no entanto, estar muito atentos às reações dos filhos diante da nova situação. As crianças nem sempre verbalizam seus sentimentos. Queda no rendimento escolar e apetite demais ou de menos são alguns dos indícios de que algo não vai bem.

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